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02/10/2019

Três perguntas e respostas sobre fragilidade óssea

Cerca de 99% do total do cálcio do organismo está nos ossos – aproximadamente 1 a 1,3 quilos – garantindo não só a saúde óssea, mas também estocando o mineral para outras funções orgânicas. O esqueleto é considerado um grande reservatório de cálcio, sendo o tecido ósseo reconhecido como importante depósito de minerais para o corpo humano; mas a fragilidade óssea está relacionada com a falta de cálcio no corpo inteiro, e não apenas nos ossos.

“Sem cálcio, por exemplo, o coração não iria bater e a respiração ficaria prejudicada. Isso porque o cálcio é responsável pela transmissão de impulsos nervosos e por processos vitais de contratilidade muscular, como do músculo cardíaco (coração) e do diafragma, responsável pela respiração”, comenta Ana Paula Del’Arco, a nutricionista e consultora da Viva Lácteos.

  1. Mas por que os ossos ficam frágeis?

Porque não há cálcio suficiente no corpo.

Frente a funções tão importantes do cálcio – sem desmerecer a função estrutural do esqueleto humano -, os ossos também são estoques de cálcio para o corpo, caso a ingestão de cálcio seja inadequada durante todo o curso da vida. Se não houver um consumo adequado por meio da alimentação, o corpo vai sequestrar o cálcio do esqueleto – o ‘grande reservatório’ – para cumprir as funções vitais do organismo, e isso faz com que os ossos fiquem frágeis.

A fragilidade óssea pode culminar no quadro clínico da osteoporose, uma doença silenciosa que afeta a arquitetura dos ossos. “Em uma analogia simples, é como uma esponja de lavar louças: o osso com osteoporose se assemelha à uma esponja gasta, onde os furos são mais largos e a estrutura não se apresenta tão firme; e o osso saudável é como uma esponja nova, tem pequenos furinhos e uma estrutura rígida e firme”, explica a nutricionista.

  1. É possível prevenir a fragilidade óssea?

Sim, consumindo a quantidade adequada de cálcio em cada fase da vida.

Consumir a quantidade necessária de cálcio durante toda a vida evita que o corpo precise sequestrar o cálcio do esqueleto para cumprir as funções vitais, evitando assim a fragilidade óssea. A prevenção deve ser iniciada na infância, com o consumo adequado de cálcio durante a formação da matriz óssea, e em todas as fases subsequentes da vida, para que o organismo não precise recrutar o cálcio que faz parte da estrutura óssea do esqueleto, não fragilizando a arquitetura óssea.

Segundo o Institute of Medicine, um adulto entre 19 e 50 anos deveria ingerir em média 1000mg de cálcio por dia, havendo adequações nas quantidades de ingestão na infância e na senescência, bem como em períodos de gestação e lactação para a mulher, como especificado no quadro abaixo.

 

Idade

Recomendação da ingestão de cálcio
Mulheres Homens
1 a 3 anos 700mg 700mg
4 a 8 anos 1000mg 1000mg
9 a 13 anos 1300mg 1300mg
14 a 18 anos 1300mg 1300mg
19 a 30 anos 1000mg 1000mg
31 a 50 anos 1000mg 1000mg
51 a 70 anos 1200mg 1000mg
Mais de 70 anos 1200mg 1200mg

Fonte: Institute of Medicine – IOM. Dietary Reference Intakes – DRI’s: Recommended Dietary Allowances and Adequate Intakes. Food and Nutrition Board, IOM, National Academies, 2002.

Ana Paula também destaca que outros fatores, ao longo do curso da vida de um indivíduo, podem contribuir com a fragilidade óssea, não apenas o dietético, mas fatores genéticos, estilo de vida, prática de atividade física, composição corporal e o equilíbrio hormonal.

 

  1. E qual a fonte alimentar preferencial para o suprimento do cálcio?

Os lácteos, pois ofertam maior quantidade de cálcio biodisponível ao organismo.

Para suprir as necessidades de ingestão de nutrientes, existem as recomendações dietéticas, que direcionam a população para consumir determinados grupos de alimentos, que são fontes de nutrientes. A icônica Pirâmide dos Alimentos recomenda o consumo de três porções de lácteos ao dia para o suprimento da ingestão de cálcio, tendo como base uma população adulta e saudável.

A fase crítica de formação da matriz óssea de um indivíduo ocorre durante toda a infância e dura até o final da puberdade, com pico de massa óssea por volta dos 25 anos (variando conforme o gênero), havendo declínio da massa óssea a partir dos 30 anos.

“Sendo assim, recomenda-se o consumo de cálcio desde o nascimento até o final da formação da matriz óssea, fase que a “dureza óssea” é determinada, continuando seu consumo em todas as fases ao longo do curso da vida”, completa.

 

Informações para a Imprensa: MSLGROUP Andreoli

Thais Thomaz- [email protected] – (11) 3169-9373

Camila Holgado – [email protected] – (11) 3169-9322

 

Sobre a VIVA LÁCTEOS

É a Associação Brasileira de Laticínios que tem como missão promover o crescimento e a produtividade do setor, permitindo assim melhora do ambiente de negócios, ganhos de produtividade e aumento da competitividade no mercado interno e externo, por meio da promoção às exportações. É composta por fabricantes de produtos lácteos (ALIBRA, AURORA, AVIAÇÃO, BOM SUCESSO, CASTROLANDA, CATUPIRY, CCA LATICÍNIOS, CCGL, DANONE, DAVACA, DOREMOS, DPA, EMBARÉ, FRIMESA, FONTERRA, FRISIA, ITALAC, ITAMBÉ, JUSSARA, KERRY, LACTALIS, LATICÍNIOS CAROLINA, LATICÍNIOS HORIZONTE, MOCOCA, MONDELEZ, NESTLÉ, OUROLAC, PIRACANJUBA, POLENGHI, PORTO ALEGRE, REGINA, SCALA, SCHREIBER, SOORO, TIROLEZ, VIGOR, VERDE CAMPO e YAKULT) e associações do setor, como a ABIQ (Associação Brasileira da Indústria de Queijo) e a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida).